Projeto Fotográfico: Dança de Vida e Morte

Escrever sobre um projeto artístico é uma das coisas mais difíceis. Podemos tecer várias teorias, ideias, mas quando queremos falar sobre o que realmente a nossa obra significa, sobre o que nós artistas gostaríamos de expressar para quem nos vê, o resultado pode ser somente contradição. Como, então, encontrar palavras para explanar o nosso processo? Como encontrar um título que ajude a traduzir ou criar mistérios sobre as nossas intenções?


Não é fácil encontrar palavras que evite tornar nossa exposição algo tão árduo. Mas um artista deve se comprometer com a sua própria verdade? Eu acredito que sim. Eu me comprometo comigo mesmo. E ao me comprometer com o que sinto, imagino ser visto das mais distintas formas que nem tenho consciência que fazem parte de mim, de quem sou.


É como se cada fraqueza, cada dor, cada medo estivesse saindo pela pele. E uma pele que nem sei muito bem se ela pode ser vista. Eu não sei que pele você vê quando trago essas palavras. O que você vê?

E eu tento não me importar com o que você vai pensar sobre tudo isso. Tento acreditar que o que vale mais são as imagens. Mas o que você vê? Então tento arrancar tudo, tudo de uma vez. Com raiva e medo.


Até que só reste a poesia.











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